Referências acadêmicas selecionadas para aprofundamento no estudo da Libras. Obras fundamentais, legislação vigente, artigos científicos e recursos digitais.
QUADROS, Ronice Müller de; KARNOPP, Lodenir Becker. Língua de Sinais Brasileira: Estudos Linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.
Obra de referência fundamental para o estudo linguístico da Libras. Aborda fonologia, morfologia, sintaxe e aspectos discursivos da língua.
FERREIRA BRITO, Lucinda. Por uma Gramática de Línguas de Sinais. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro / UFRJ, 1995.
Pioneira no estudo gramatical da Libras no Brasil. Apresenta análise detalhada da estrutura fonológica, morfológica e sintática da língua.
SKLIAR, Carlos (org.). Educação e Exclusão: Abordagens Sócio-Antropológicas em Educação Especial. Porto Alegre: Mediação, 1997.
Coletânea que discute a educação de surdos sob perspectiva sócio-antropológica, questionando o modelo clínico-terapêutico.
STROBEL, Karin. As Imagens do Outro sobre a Cultura Surda. Florianópolis: Editora UFSC, 2008.
Análise da cultura surda e da identidade surda, questionando representações ouvintistas e afirmando a cultura surda como legítima.
GESSER, Audrei. LIBRAS? Que língua é essa?. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
Livro acessível que desmistifica crenças sobre a Libras e apresenta seus aspectos linguísticos de forma didática para iniciantes.
BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Brasília: Diário Oficial da União, 2002.
Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras e dá outras providências. Reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão.
BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Brasília: Diário Oficial da União, 2005.
Regulamenta a Lei nº 10.436/2002 e o art. 18 da Lei nº 10.098/2000. Determina a inclusão da Libras como disciplina curricular obrigatória.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 — Lei Brasileira de Inclusão. Brasília: Diário Oficial da União, 2015.
Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), reforçando direitos linguísticos dos surdos.
QUADROS, Ronice Müller de. Educação de Surdos: A Aquisição da Linguagem. Porto Alegre: Artmed, 1997.
Estudo sobre a aquisição da Libras como primeira língua por crianças surdas, com implicações para a educação bilíngue.
LACERDA, Cristina B. F. de. Um pouco da história das diferentes abordagens na educação dos surdos. Campinas: Cadernos CEDES, v. 19, n. 46, 1998.
Revisão histórica das abordagens educacionais para surdos: oralismo, comunicação total e bilinguismo.
INES — Instituto Nacional de Educação de Surdos. Portal do INES — Materiais Pedagógicos e Pesquisas. ines.gov.br: Ministério da Educação, 2024.
Portal oficial do INES com materiais pedagógicos, dicionários de Libras, pesquisas acadêmicas e recursos para educadores.
SPREAD THE SIGN. Spread the Sign — Dicionário Internacional de Línguas de Sinais. spreadthesign.com: European Sign Language Centre, 2024.
Dicionário online multilíngue de línguas de sinais, incluindo Libras, com vídeos de sinais em mais de 40 línguas.
SKLIAR, Carlos; LAMPERT, Karina. A Surdez: Um Olhar sobre as Diferenças. Porto Alegre: Mediação, 2001.
Obra que reflete sobre a surdez como diferença, longe do modelo de deficiência. Discute identidade surda, educação bilíngue e os direitos linguísticos dos surdos.
SKLIAR, Carlos (org.). Bilinguismo e Educação de Surdos: Reflexões sobre a Inclusão. Porto Alegre: Mediação, 2009.
Organizado por Skliar, reúne textos sobre bilinguismo Libras-Português e as contradições entre a educação bilíngue e as políticas de inclusão escolar.
STROBEL, Karin. Surdos no Bilinguismo. Florianópolis: Editora da UFSC, 2000.
Estudo pionero sobre a experiência de surdos no contexto bilíngue Libras-Português. Analisa as práticas linguísticas da comunidade surda e a educação bilíngue.
STROBEL, Karin; FELIPE, Tanya A.. Dicionário de Surdos: Termos para a Compreensão da Surdez. Florianópolis: Arte & Letra, 2006.
Dicionário conceitual que organiza e explica termos fundamentais para compreender a surdez, a cultura surda e a língua de sinais no contexto brasileiro.
LACERDA, Cristina B. F. de. A bilinguização e a educação de surdos: possibilidades e impossibilidades. Campinas: Cadernos CEDES, v. 23, n. 62, 2003.
Discussão crítica sobre as possibilidades e limites da educação bilíngue para surdos no Brasil, analisando políticas públicas e práticas escolares.
LACERDA, Cristina B. F. de; CORAZZA, Sergio; DELGADO, Cristina. Sinais em Libras: Comunicação, Identidade e Linguagem. São Paulo: Artmed, 2005.
Artigo que discute os sinais em Libras como forma de comunicação, expressão de identidade cultural surda e sistema linguístico estruturado.
LIDDELL, Scott K.; JOHNSON, Robert E.. American Sign Language: The Phonological Base. Washington, D.C.: Gallaudet University Press, 2011.
Obra de referência internacional sobre a estrutura fonológica das línguas de sinais. Fundamenta a compreensão dos parâmetros fonológicos aplicáveis também à Libras.
LIDDELL, Scott K.. Sources of Meaning in ASL Classifier Predicates. Gallaudet University Press: Sign Language Studies, v. 3, n. 3, 2003.
Artigo seminal sobre classificadores e a gramática das línguas de sinais. As análises de Liddell são fundamentais para o estudo dos classificadores na Libras.
LIDDELL, Scott K.. Real, Surrogate and Token Space: Grammatical Consequences in ASL. Amsterdam: Sign Language & Linguistics, v. 1, n. 2, 1995.
Análise das categorias de espaço na língua de sinais e suas consequências gramaticais. Referência essencial para o estudo de roleshift e direção do olhar na Libras.
SACKS, Oliver. Vendo Vozes: Uma Jornada no Mundo dos Surdos. Rio de Janeiro: Record, 2009.
Obra clássica do neurologista Oliver Sacks que explora a cultura surda, a identidade linguística e a história das línguas de sinais com profundidade humanista.
CAPOVILLA, Fernando C.; RAPHAEL, Walkiria D.. Dicionário Enciclopédico da Língua Brasileira de Sinais — Libras. São Paulo: Edusp / Feneis, 2001.
Referência absoluta para a lexicografia da Libras. O dicionário apresenta mais de 3.000 sinais ilustrados com fotos sequenciais, além de informações sobre etimologia, variação regional e contextos de uso.
CAPOVILLA, Fernando C.. Noções de Semântica Lexical da Libras: Uma Abordagem para Dicionários. São Paulo: Edusp, 2004.
Análise semântica da estrutura lexical da Libras, discutindo categorias gramaticais, composição de sinais e critérios de lematização para dicionários bilíngues Libras-Português.
CAPOVILLA, Fernando C.; DUDUCHI, Marcelo; RAPHAEL, Walkiria D.. Libras em Contexto: Uso e Aquisição da Língua de Sinais no Brasil. São Paulo: Psicologia USP, v. 21, n. 3, 2010.
Estudo empírico sobre os padrões de uso da Libras entre surdos e ouvintes no Brasil, analisando fatores sociolinguísticos que influenciam a aquisição e manutenção da língua.
SUTTON-SPENCE, Rachel; WOLL, Bencie. The Linguistics of British Sign Language: An Introduction. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.
Texto introdutório fundamental sobre linguística de línguas de sinais. Apesar de focar na BSL, os conceitos de fonologia, morfologia e sintaxe são diretamente aplicáveis ao estudo da Libras.
SUTTON-SPENCE, Rachel; BOYES-BRAEM, Penny. Introduction to Sign Language Linguistics. Berlin / Boston: De Gruyter Mouton, 2013.
Compilação comparativa de conceitos linguísticos aplicados a diversas línguas de sinais. Cobre fonologia, morfologia, sintaxe e semântica com dados de Libras, ASL, BSL e outras línguas de sinais.
SUTTON-SPENCE, Rachel. Visual Poetry in Sign Language: Metaphor and Iconicity. Gallaudet University Press: Sign Language Studies, v. 10, n. 2, 2010.
Análise da poesia visual em línguas de sinais, discutindo metáfora e iconicidade. Referência importante para o estudo da criação artística e dos recursos visuais-gestuais na Libras.
KLIMA, Edward S.; BELLUGI, Ursula. The Signs of Language. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1979.
Obra fundadora da linguística de línguas de sinais. Demonstra que as línguas de sinais são línguas naturais completas, com estrutura gramatical independente do idioma oral circundante. Base para toda a literatura subsequente sobre Libras.
NEIVA, Maria de Lourdes M.. Educação Bilíngue para Surdos no Brasil: Desafios e Possibilidades. Florianópolis: Perspectiva, v. 15, n. 1, 1997.
Artigo pioneiro que sistematiza os princípios da educação bilíngue para surdos no contexto brasileiro, discutindo a relação entre Libras como L1 e Português como L2.
CAPOVILLA, Fernando C.; RAPHAEL, Walkiria D.. Teste de Percepção de Sinais de Libras (TPS-Libras): Manual Técnico. São Paulo: Psicologia USP, v. 16, n. 2, 2005.
Apresentação do TPS-Libras, instrumento psicolinguístico padronizado para avaliar a percepção de sinais em Libras. Desenvolvido para surdos e ouvintes fluentes, o teste mede a competência receptiva em língua de sinais brasileira.
CAPOVILLA, Fernando C.; RAPHAEL, Walkiria D.. Teste de Fluência de Sinais de Libras (TWF-Libras): Avaliação da Produção de Sinais. São Paulo: Psicologia USP, v. 17, n. 2, 2006.
Desenvolvimento e validação do TWF-Libras, instrumento que avalia a fluência de produção de sinais em Libras. Mede a velocidade, precisão e criatividade na geração de sinais por usuários da língua.
CAPOVILLA, Fernando C.; RAPHAEL, Walkiria D.. Instrumentos de Avaliação Psicolinguística da Libras: Manual Completo. São Paulo: Edusp, 2007.
Manual completo dos instrumentos de avaliação psicolinguística da Libras desenvolvidos pelo grupo de pesquisa do ILL. Inclui TPS-Libras, TWF-Libras, Teste de Vocabulário e outros instrumentos padronizados para avaliação linguística de surdos.
ROZANES, Rachel. Tradução e Interpretação em Libras: Questões Teóricas e Práticas. Florianópolis: Arte & Letra, 2011.
Obra fundamental sobre a teoria e prática da tradução e interpretação em Libras. Discute o papel do intérprete como mediador linguístico-cultural, processos de transferência entre Libras e Português, e a formação profissional de tradutores e intérpretes.
ROZANES, Rachel; MELO, Debora de Oliveira. O Intérprete de Libras no Contexto da Educação Inclusiva: Desafios e Possibilidades. Marília: Revista Brasileira de Educação Especial, v. 19, n. 1, 2013.
Análise do papel do intérprete de Libras na educação inclusiva, discutindo a tensão entre a função de intérprete e a de educador, e os desafios éticos e linguísticos da mediação em sala de aula.
GUARINELLO, Maria Luiza. A Cultura Surda e a Intervenção do Intérprete de Libras. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2004.
Estudo sobre a intervenção do intérprete de Libras como mediador entre culturas surda e ouvinte. Analisa a identidade profissional do intérprete, as demandas da comunidade surda e os desafios da mediação linguístico-cultural.
GUARINELLO, Maria Luiza. O Intérprete de Libras como Tradutor: Reflexões sobre a Prática Interpretativa. Tubarão: Revista Linguagem em (Dis)curso, v. 7, n. 3, 2007.
Reflexões teóricas sobre a prática da interpretação em Libras sob a ótica dos Estudos da Tradução. Discute estratégias de transferência, equivalência linguística e a especificidade da tradução entre modalidades distintas (visual-gestual e oral-auditiva).
MELO, Debora de Oliveira; ROZANES, Rachel. A Profissionalização do Intérprete de Libras no Brasil: Avanços e Tensões. Campinas: Cadernos CEDES, v. 35, n. 95, 2015.
Análise do processo de profissionalização do intérprete de Libras no Brasil, desde a Lei 10.436/2002 até a regulamentação profissional. Discute avanços na formação e as tensões entre mercado de trabalho e qualificação técnica.
QUADROS, Ronice Müller de; LILLO-MARTIN, Diane. Bimodal Bilingualism: Code-Blending between a Signed and a Spoken Language. Oxford: Language & Linguistics Compass, v. 4, n. 10, 2010.
Estudo sobre bilinguismo bimodal (Libras e Português), analisando o fenômeno do code-blending — mistura simultânea de sinais e palavras. Referência essencial para intérpretes e pesquisadores que trabalham com alternância de línguas em contextos bilíngues.
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